Em 21 de junho, uma poderosa tempestade, incluindo dois tornados, atingiram a área de concessão da ComEd ao norte de Illinois, Estados Unidos, provocando a interrupção de energia para 440 mil clientes. A Central de Atendimento da ComEd atendeu a cerca de 600 mil chamadas e o tráfego do website da empresa passou pela maior elevação de acessos de todos os tempos devido registros dos relatos dos clientes para as suas respectivas solicitações de atendimentos para as falhas e checagem da previsão de restabelecimento de energia. Com mais de 800 equipes trabalhando o tempo todo, o serviço da ComEd foi restaurado em 90 por cento dos clientes dentro das primeiras 48 horas. No prazo de três dias, a empresa tinha restaurado a energia praticamente a todos os clientes, com algumas interrupções individuais isoladas prolongadas ao longo de sábado.
Quedas de energia são mais do que apenas um inconveniente, pois elas reduzem a produtividade da economia da região e custam dinheiro.
Mas e se a tecnologia de smart grid estivesse implantada?
- ComEd teria conhecimento integral dos clientes que estariam sem energia, sem a necessidade de solicitações de atendimento
- A tecnologia teria apontado as falhas nos permitindo envio de equipes mais rapidamente para restabelecer a energia.
- A automação digital teria reconfigurado a rede e restabelecido a energia implicando em menos clientes seriam afetados pelas interrupções
- Milhares de clientes nunca teriam passado por uma queda de energia.
No Brasil temos presenciado uma seqüencia de episódios desagradáveis com relação à qualidade no fornecimento de energia, principalmente nas capitais, que foram evidenciados pela imprensa nos noticiários das emissoras de TV e jornais.
As distribuidoras alegam que tem investido em melhoramentos na rede, porém fica claro a falta de investimento em manutenção. O investimento expressivo é redirecionado para marketing voltado a formar opinião no mercado com relação a questionável reputação das referidas empresas em detrimento a necessária manutenção dos ativos.
O modelo de gestão das distribuidoras está pautado em reduzir despesas para gerar valor aos acionistas ao passo que deveriam estar investindo em novos e melhores serviços e soluções tecnológicas atualizadas.
O agente regulador tem cumprido seu papel de forma exemplar, inclusive criando mecanismos para acompanhar a evolução dos ativos, porém parece que fiscalizar e aplicar multas não está atingindo o resultado esperado: que seria reorientar as diretrizes sentido a qualidade na prestação do serviço público.
Fornecedores de soluções em parcerias com as distribuidoras estão se promovendo com projetos tecnológicos que efetivamente “ainda” não saíram do papel.
Por que esperar para modernizar nossa rede elétrica? A hora de agir é agora.

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