“Smart Grid” ou rede inteligente, em termos gerais é a aplicação de tecnologia da informação para o sistema elétrico de potência, integrada aos sistemas de comunicação e infra estrutura de rede automatizada. Especificamente, envolve a instalação de sensores nas linhas da rede de energia elétrica, o estabelecimento de um sistema de comunicação confiável em duas vias com ampla cobertura com os diversos dispositivos e automação dos ativos. Esses sensores são embutidos com chips que detectam informações sobre a operação e desempenho da rede – parâmetros, tais como tensão e corrente. Os sensores, então, analisam essas informações para determinar o que é significativo – por exemplo, está com tensão muito alta ou muito baixa.
Como isso funciona?
Quando os sensores detectam informações significativas ocorre a comunicação dos dados de volta para um sistema analítico central, que geralmente é um sistema de software. Esse sistema irá analisar os dados e determinar o que está errado e o que deve ser feito para melhorar o desempenho da rede. Por exemplo, num caso em que temos voltagem muito alta, o software detecta o nível de tensão e irá instruir um dos dispositivos já instalados na rede para reduzir a voltagem, economizando assim a energia gerada e contribuindo para reduzir as emissões de carbono.
Quais são os benefícios?
Há três. O primeiro é a eficiência, o que implica em consumir menos energia da empresa concessionária de energia para fornecer o mesmo nível ou melhor da qualidade do serviço aos seus clientes. Reduzir os custos e reduzir as emissões de carbono. A segunda categoria é a confiabilidade. A rede inteligente irá detectar quando os ativos de uma rede estão começando a falhar ou estão com desempenho em declínio, irá identificá-los para a concessionária poder repará-los ou substituí-los antes que haja uma interrupção de energia real. A rede inteligente também irá detectar uma falha e localizá-la com precisão, permitindo a concessionária responder a ela com muita rapidez. O smart grid permitirão isolar o impacto de uma falha aos clientes, de forma que menos clientes são afetadas quando há uma falha de energia. A última categoria é a integração de ponta, que pode ser qualquer coisa, desde a leitura de um medidor inteligente para interagir com o sistema de gestão do cliente em casa, para painéis solares, para veículos elétricos, que vai exigir a interação com a rede para ser bem sucedido.
Fernando César Luiz
Editor e Diretor
Smart Grid News

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